Autossabotagem: Como Vencê-la?

Qual será então a receita mágica para viver bem? Afinal, milhares de pessoas vivem assim, fazendo de conta que está tudo bem, suportando o insuportável.


Muito se tem falado nos últimos tempos sobre sabotagem e autossabotagem. Vamos lá ver isto na prática do dia a dia.

Talvez você já tenha se deparado com pessoas ou você esteja na condição parecida com a daquela pessoa que tem um emprego até razoável considerando a média nacional.

Talvez seja um emprego aparentemente prazeroso e até te dê algum status.

Ou talvez você esteja em um emprego que é uma “M”, com o perdão da palavra.

Ou talvez você esteja desempregada e se arrumar outro emprego provavelmente também não vai corresponder às suas expectativas. E sabe por quê? Porque o problema não está no emprego, mas em você. Enquanto outras pessoas amariam fazer o que você faz por fazer.

Você deve saber do que estou falando. Estou falando de estar apática, ou apático. Com um dia inteiro pela frente sem graça e monótono, onde nenhum gesto seu, convence ninguém. Pois a educação e a gentileza são meros protocolos, um verdadeiro teatro.

Viver assim é viver no piloto automático, um verdadeiro desperdício quando a vida pode ser, e é, muito mais que repetições diárias obedientes e mal feitas. Autossabotagem? Que razões têm uma pessoa para alimentar diariamente uma atividade que pode servir mal e mal para se auto-sustentar. Afinal, precisamos comer, beber, vestir, morar, ou alimentar alguém sob nossa responsabilidade. Este é o motivo?

Esta talvez seja a justificativa mais recorrente da grande maioria das pessoas, pois elas precisam justificar sua inércia, seus medos, suas inseguranças.

E assim, esta vida, tão passageira, acaba sendo vivida sem sentido, vazia e sem propósito.

Autossabotagem: Justificando o Sofrimento

Qual será então a receita mágica para ser diferente? Afinal, milhares de pessoas vivem assim, fazendo de conta que está tudo bem, suportando o insuportável, prestes a ter um infarto ou morrer de qualquer outra doença.

Lembro aqui de uma situação um dia destes, em uma viagem que fiz. Uma mulher conversava com um senhor. Contava para ele, sua rotina como professora de uma escola do interior.

Em certo momento, eu, que não podia deixar de ouvir a conversa, pois estava próximo a esta mulher, até me compadeci de sua história. Professora ainda jovem. Dizia ter três filhas que ela “criou” sozinha e com dificuldades.

Sua história revelava o descaso de nossos governos com a educação. Nada anormal até aí, pois quase nos acostumamos com as aberrações políticas de nosso país.

Porém, em certa altura, aquela professora, tira de sua bolsa 7 tipos diferentes de remédios. Logo a seguir, ela diz ter mais 2 em casa, explicando para o senhor que ouvia sua história com atenção. Ela esclarecia que ingeria diariamente 9 tipos de remédios todos os dias, e seria assim para a vida toda.

Também disse que estava de licença do trabalho por causa de seus problemas de saúde.

O mais grave disto tudo é que aquela professora fez um culto às suas doenças. Era perceptível o grau de exaltação e enaltecimento ao seu esforço de anos após anos de dedicação profissional.

Uma profissão que só lhe trouxe como resultado a doença. Parecia estar orgulhosa sobre o fato de ser ela uma vítima das aberrações que viveu até aquela altura de sua vida.

Uma batalhadora que engoliu sapos e conviveu com cobras e lagartos para chegar até onde chegou. Ou seja, doente, esperando uma aposentadoria por incapacidade física e emocional por continuar exercendo sua profissão.

Ao perceber seu “jogo emocional”, meu compadecimento se transformou em algo que não cabe aqui dizer. Mas, lembrando Fernando Pessoa ao dizer que “o homem é do tamanho de seus sonhos”, já dá para ter uma ideia dos sentimentos que “rolaram” dentro de mim naquele momento.

Mas afinal, o que isto tem haver com autossabotagem? Se formos avaliar do ponto de vista das justificativas, vamos achar um “monte” delas. E com certeza, todas muito boas e convincentes até.

Mas vamos refletir um pouco a partir do ponto de vista do ser humano capaz e livre que somos. Embora não pareça, considerando o formato de organização sócio-econômico de nosso país.

Autossabotagem: Como Vencê-la?

É possível dizer hoje, que somos responsáveis por ter chegado ao ponto onde chegamos em nossas vidas. E se você quiser enganar a sim mesmo, não acredite no que acabei de falar.

Não sei se o ponto em que você chegou é bom ou não. Mas, se as coisas não estiverem bem e você deseja que fiquem bem, então é bom começar a entender que as coisas vão ficar boas para você, se você for melhor do que é hoje.

Assim, a partir deste ponto de vista, dá para propor que a gente comece agora a olhar para o nosso agora.

Mas, afinal, o que é isto? Olhar para o agora!?

Vamos lá, vou trazer um conceito aqui de forma bem objetiva, mas este é um assunto para páginas e páginas de reflexão. Porém, neste momento, vamos usufruir de uma minúscula parcela desta pérola que é: agora é o momento.

Vou transcrever aqui entre aspas, um pequeno trecho do livro, o poder do agora, a partir das reflexões de Eckhart Tolle.

“…rompa com o velho padrão de negação e resistência ao momento presente. Torne uma prática desviar a atenção do passado e do futuro… se você achar difícil entrar diretamente no agora, comece observando como a sua mente tende a fugir do agora. Vai notar que geralmente imaginamos o futuro como algo melhor ou pior do que o presente. Imaginar um futuro melhor nos traz esperança e uma antecipação do prazer. Imaginá-lo pior nos traz ansiedade. Ambos os casos são ilusões”.

E o autor continua. “Sempre que formos capazes de observar nossas mentes, deixamos de estar aprisionados… esteja presente como alguém que observa a mente e examine seus pensamentos, suas emoções, assim como suas reações em diferentes circunstâncias…”

Sem querer entrar na complexa e profunda reflexão do autor, a dica que queremos deixar aqui é:

Esteja alerta aos pensamentos! A autossabotagem é um dos elementos construído dentro deste mecanismo mental.

Estar alerta, presente no aqui e agora. Estar mais perto da dor ou da felicidade, tem haver com o que você faz com o seu agora.

A autossabotagem tem um campo vastíssimo para se reelaborar a cada momento, quando estamos fora do agora, fora do momento presente.

Pois, se estivermos no passado ou no futuro, a noção de realidade fica prejudicada e a sua mente vai a cada momento te sabotar. Ela vai criando formas disfarçadas de te impedir de ir adiante com seus projetos reais.

Estar presente aumenta nossa capacidade. Nossa mente fica mais alerta, mais focalizada, mais objetiva, mais livre das ilusões, mais livre dos enganos.

Podemos até nos perguntar que atenção eu dou aos acontecimentos diários de minha vida?

Os fatos que acontecem diariamente em minha vida servem para que eu sofra a ponto de ficar doente, como a história da professora que citei acima? Ou servem para refletir de forma consciente, a fim de que eu tome decisões significativas em busca de resultados significativos?

Qual é minha interação com os fatos de minha vida? É para reagir e sofrer? Ou é uma oportunidade para enxergar-me e tomar atitudes importantes e corajosas agora? E quem sabe ficar mais próxima da felicidade, mais próxima de minha verdade.

Para finalizar, vai aí um exercício que você pode fazer a qualquer momento do seu dia a dia. Se você assistiu o filme além da vida vai lembrar. Pergunte-se e responda muitas vezes durante o dia, como um exercício para o cérebro.

Onde você está? AQUI.

Que horas são? AGORA.

Quem é você? ESTE MOMENTO.

A autossabotagem perde muitas chances de prevalecer quando escolhemos estar presente no aqui e agora. Experimente, e verá!

Por Iara ALopes!

Autossabotagem: Como Vencê-la?

Muito se tem falado nos últimos tempos sobre sabotagem e autossabotagem.  Afinal, milhares de pessoas vivem assim, fazendo de conta que está tudo bem, suportando o insuportável, prestes a ter um infarto ou morrer de qualquer outra doença.

Vamos lá ver isto na prática do dia a dia. Qual será então a receita mágica para vencer autossabotagem e viver bem? 


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