As Distorções do Amor Próprio do Corpo ao Espírito

“…qual o sentido de cuidar-se, afinal?!”


 Eu poderia simplesmente fazer mais um artigo meloso falando que o universo é cor de rosa e que tudo vai dar certo, mas nós sabemos que no dia a dia, muitas coisas acontecem e afetam, muitas vezes, de forma impiedosa  como nos sentimos…como agimos…pensamos a respeito de nós mesmas…isso reflete no amor próprio, ou melhor, na falta dele!!

   O reflexo já conhecido deste drama, da falta de amor próprio, são os sintomas depreciativos…deprimidos, de desequilíbrio emocional,  assim caímos numa grande armadilha produzida por nós mesmas e hoje vamos conversar de forma mais analítica olhando o mundo através de nós e como o contrário tem sido potencialmente nocivo à saúde integral.

   Como os problemas de amor próprio afetam seu Ser?

   Ampliando nosso olhar além da  superfície do lago…mergulhando e navegando através dos sistemas básicos de uma pessoa que está “de mal consigo mesma” e quão profundo isso pode ressoar…

   Tomemos como início a mente…logo de cara vem uma indagação simples e direta, se atualmente sua mente atua ou mente…longe de apontar como fonte do problema,  penso na importância de lembrar que o papel da mente é reproduzir a realidade, como toda reprodução, por mais que se aproxime da realidade, é incapaz de expressar-la perfeitamente. Nossos aparelhos sensoriais geram impressões ordenadas como num quebra-cabeça holográfico…gerado dos sentidos básicos.

   Conversar sobre neurociência ou engenharia mental pode ficar para outro texto…mas além do que é projetado sobre os sentidos, há aquilo que se inventa na mente, tão criativa quanto seu funcionamento requer que seja…criatividade e curiosidade traçam os motores lúdicos do campo mental humano e se dão através dos estímulos captados e gerados…

   Antes de explorar o que criamos é necessário olhar para o que é trazido até nós pelo mundo criado…pelas indústrias, promovendo publicidade de ideais, valores e imagens para a vida, tudo isso bem maquiado mas voltado para consumo, portanto criados com objetivo de gerar nas pessoas impressões e sensações que as levem a acreditar em padrões…acreditar que esses padrões possam incluir-las em algum bem-estar social.

   O primeiro questionamento é se esses padrões podem mesmo trazer bem-estar…ou sensação de bem-estar passageiro…em vez de busca em bem ser e se tornar bem…qual o sentido de cuidar-se, afinal?! 
   Uma sociedade tentando dizer como deve ser, sendo que das caminhadas, se descobrir já requer atenção…parece facilmente seduzir ou confundir qualquer mente…principalmente quando não se está em algum ou qualquer padrão de posses, corpos, status, enfim, rótulos… As experiências de rompimentos afetivos, rejeição, mudanças repentinas ou inseguranças  se alimentam dessa “publicidade da derrota” pois sempre precisamos de mais ou diferente do que somos e/ou já conquistamos.

   Este contexto já inclina interpretações sobre nós mesmas e aquilo que acontece ao entorno, ou seja, influencia as experiências do dia a dia que muitas vezes poderiam servir de crescimento em vez de declínio.
   O acúmulo das sugestões externas, influenciadoras de modelos, não de essências, levam a densificação psíquica, potencializando impressões construídas por valores que atacam as diferentes formas de ser…a contradição é que todos somos tão diferentes uns dos outros que as próprias diferenças e especificidades, deveriam vetar qualquer termômetro de vida ideal…
   Mas o fato é que nos deixamos influenciar em níveis diferentes, reagindo às pressões, dificuldades e contradições  naturais a vida como reféns. Reféns de uma armadilha que transforma desafios em sofrimento, isso é sobre como fomos educadas…é sobre ser conduzido contra si mesmo para servir a interesses de controle e submissão sistêmicos…afetando principalmente as mulheres.
   O sofrimento acumulado gera padrões mentais de julgamento e condenação das outras pessoas e de si…auto-mutilação…
     Sentimentos de abandono e apatia, de descoloração da vida se expandem se não combatidos. Tomando corpo em ideias mirabolantes sobre como a vida “não funciona” 
   O corpo físico reproduz a negação e descuidos que muitas vezes são despercebidos, em sentido que o modo de interpretar  avança ao corpo, como ansiedade ou falta de zelo com suas coisas e seus conteúdos.
   Quando preenchidos com padrões repetitivos ou nocivos, muitos emagrecem ou engordam, tem funções fisiológicas alteradas, dores e sensações das quais vão se familiarizando por mais que sejam distorções de si mesmo…a princípio não se relaciona acidentes, machucados, “azares”, mudanças de semblante, olheiras e alterações de pele com aspecto mentais ou emocionais.
   É ignorado que o corpo serve como veículo de expressão e, principalmente, expressão inconsciente, como nas posturas corporais e gestos espontâneos.
   Os nossos sistemas, mentais, físicos e emocionais formam um único sistema mais complexo, entre sentidos e sentimentos há toda a abstração que tenta lidar com isso, o inconsciente grita em silêncio.
   Todas essas “partes” se influenciam entre si e como sistema maior. Por tanto aquilo que passa através de nós e como se manifesta em nosso interno tem efeitos profundos nas caminhadas…há quem diga que o importante mesmo é o processo, ou seja, como reverberam as diversas experiências.
   Falamos sobre os conjuntos básicos da estrutura humana mas há além, se pensarmos o universo como um oceano de energia, que é aproximadamente o que a física atual aponta…temos essa imagem onde todas as partes estão conectadas, sendo que o que acontece em um ponto prolifera no todo.
   Pensando na lógica do ser, onde há um universo particular interno, o relacionamento dos diferentes campos, como conversamos, gera um estado geral e esse estado atua sobre o próprio ser e sobre seu entorno, isso é denominado de vibração ou estado vibracional.
   Sendo tudo energia, do ar ao ferro, não há espaço vazio e tudo que acontece é mais complexo do que aparenta. Intenções, ideias, sentimentos, por exemplo, geram movimentos nesse oceano de energia, comunicando do interior particular a todo o universo.  
   Como em um sonar, o sinal lançado segue até encontrar uma superfície que o reflita, para isso a vibração (frequência de emissão de pulsos energéticos) tem de ser semelhante, pois apenas vibrações semelhantes têm densidades semelhantes. É como se o mais denso passasse reto ou pouco influenciasse o menos denso.
   O que é denso, afinal? 
   Densidade é volume de aglomeração, vibrações mais lentas e pesadas se aproximam do mundo físico. Sem ser necessariamente ruim, mas toda aglomeração dificulta a circulação, aí um problema, responsável ou fruto de muitos desequilíbrios. É evidente que aglomeração de sentimentos, pensamento e sensações negativas geram estragos consideráveis se comparadas com energias estagnadas, a depender sempre da fonte emissora dessas vibrações…
   Sendo toda a matéria feita de energia condensada, nosso corpo físico, mental e emocional participam o tempo todo desses universos energéticos. Aquilo que vibramos gera a correspondência que oferecemos ao universo, estamos o tempo todo emitindo sinais e recebendo outros, a abertura que proporcionamos diz o quanto seremos ou não influenciados pelas cargas negativas ou estagnadas…
   Em um mundo repleto de seres sensíveis e sofrimento, tal combinação gera um contexto energético tenso e onde mantemos atenção, sentidos, emoção e sentimentos  indica onde estamos concentrando nossa comunicação com o universo.
   Chamamos por afinidades, aquilo que oferecemos em nosso íntimo, é que dita o que se aproxima…até mesmo intenções mais escondidas são plenamente visíveis no universo energético, atraindo ou repelindo, dependendo.
   Em perspectiva espiritualista as afinidades são tudo. Quero dizer que se tudo que fazemos, sentimos, pensamos se relaciona com o sentido de nossa presença na existência, atraindo ou repelindo…para os universos espirituais onde a energia está em transição mais constantemente, transformando-se através das dimensões, os efeitos de como somos, principalmente, internamente são avassaladores, atraindo ou repelindo, espíritos com padrões semelhantes ou diferentes, quais passam a se alimentarem(quando negativos) de nossas fontes de energia, se conectando através do que se tem em comum. 
   Da mesma forma, quando se elevam e sutilizam os padrões, espíritos que façam sentido podem se relacionar de maneira saudável, como guias ou mentores (que se dedicam a acompanharem nossa caminhada em auxílio).
   Nesse sentido, qualquer padrão negativo ou parado, faz com que a situação se mantenha parada ou piorando, e por mais difícil que pareça, o primeiro passo tentando melhorar faz diferença. A busca por auxílio especializado em olhar mais fundo que as aparências também. Revisar-se internamente permite atualizar olhares e posturas, além de manter um relacionamento de exploração consigo mesmo. Sendo que a única permanência está na mutação do todo e suas partes…
   Isso nos traz direto ao início do texto, onde é indagado:

se esses padrões podem mesmo trazer bem-estar…ou sensação de bem-estar passageiro…em vez de busca em bem ser e se tornar bem…qual o sentido de cuidar-se, afinal?!”  💛

*texto escrito em co-criação com colunista Leo Raiz do Vento 🙏


Gostou disso? Compartilhe com os seus amigos!

O Que Você Achou Desse Artigo?

horrível horrível
0
horrível
confuso confuso
0
confuso
fraco fraco
0
fraco
divertido divertido
0
divertido
geeky geeky
0
geeky
amei amei
1
amei
kkkkk kkkkk
0
kkkkk
nossa! nossa!
0
nossa!
ótimo ótimo
0
ótimo

0 Comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Escolha um Formato
Artigo
Escreva um texto básico que pode ser incorporado com fotos e vídeos
Quiz Personalizado
Série de perguntas que pretende revelar algo sobre a personalidade do internauta
Votação
Cria uma votação para tomar decisões ou determinar opiniões
Lista
Crie um Artigo Típico de Lista com Itens

Send this to a friend